A manutenção preventiva é fundamental para garantir o bom desempenho do sistema de arrefecimento. Por isso, é recomendado inspecionar todas as mangueiras automotivas e componentes do sistema a cada 6 meses, no mínimo. Essa prática ajuda a prevenir falhas, vazamentos e superaquecimento do motor.

As mangueiras automotivas, em sua maioria, seguem um padrão de instalação: são conectadas a tubos ou bocais (de entrada ou saída) e fixadas com abraçadeiras apropriadas, assegurando vedação e durabilidade.

Antes da troca de uma mangueira é importante saber se a mesma possui líquido no seu interior.
Caso possua, o líquido deve ser totalmente drenado.

Mangueira "colada ao bocal?

Na maioria dos casos, basta soltar a abraçadeira para que a mangueira se desprenda com facilidade.
Se isso não acontecer, o ideal é girá-la cuidadosamente ao redor do bocal, deslizando sobre a superfície para romper a aderência.


Persistiu a dificuldade? Nesse caso, recomenda-se cortar a mangueira para realizar a substituição com segurança, evitando danos aos componentes.

Verificação do bocal: um detalhe que faz toda a diferença.

Antes de instalar uma nova mangueira, é essencial inspecionar o bocal. Corrosão, rebarbas ou resíduos podem comprometer a vedação e até danificar a mangueira.


A limpeza deve ser feita com lixa ou escova metálica — sempre com atenção redobrada no caso de bocais plásticos, que exigem cuidado para não sofrerem deformações ou quebras.

Facilidade na instalação, proteção na montagem.

Na maioria dos casos, basta soltar a abraçadeira para que a mangueira se desprenda com facilidade.
Se isso não acontecer, o ideal é girá-la cuidadosamente ao redor do bocal, deslizando sobre a superfície para romper a aderência.

Persistiu a dificuldade? Nesse caso, recomenda-se cortar a mangueira para realizar a substituição com segurança, evitando danos aos componentes.

Posicionamento correto é essencial.

Durante a instalação, posicione a mangueira de forma alinhada e natural, evitando qualquer tipo de torção ou tensão na borracha. Isso garante o funcionamento adequado do sistema e prolonga a vida útil do componente.

Escolha a abraçadeira certa, com a ferramenta certa.

Dê preferência às abraçadeiras de engate rápido ou com fechamento sextavado — elas oferecem melhor fixação e facilitam a manutenção.

Para a instalação, utilize sempre uma chave de boca ou um soquete (cachimbo), garantindo torque adequado e evitando danos à peça.

Dica prática: primeiro a abraçadeira, depois a mangueira.

Ao iniciar a instalação, posicione a abraçadeira na mangueira antes de encaixá-la no bocal. Isso facilita o processo e evita retrabalho.

Lembre-se: a maioria dos bocais possui um ressalto projetado para impedir que a mangueira se solte — e posicionar corretamente a abraçadeira é essencial para garantir essa segurança.

Atenção com a ferramenta: evite chave de fenda.

O uso de chave de fenda na instalação pode ser prejudicial: suas pontas agudas, ao escaparem, costumam rasgar ou perfurar a borracha da mangueira.

Esse é, inclusive, um dos principais motivos de falha e reprovação de mangueiras durante a montagem. Prefira sempre ferramentas apropriadas, como chave de boca ou soquete.

Quando é a hora de trocar a mangueira do veículo?

Dano por calor.

Aparência: Assim como na degradação eletroquímica, os danos causados pelo calor podem se manifestar internamente, o que dificulta sua identificação visual. Um indício comum de dano interno é o inchaço da mangueira.

Problema: O superaquecimento provoca a dilatação dos materiais internos, sobrecarregando as fibras da mangueira e acelerando sua deterioração. Com os motores cada vez mais compactos, a temperatura no compartimento do motor tende a ser mais alta, intensificando esse risco.

Solução: Mantenha a atenção constante ao sistema de arrefecimento e aos níveis dos fluidos. A manutenção preventiva é essencial para evitar falhas térmicas e preservar a vida útil das mangueiras.

Dano por ozônio.

Aparência: Presença de pequenas fissuras paralelas na superfície externa da mangueira, especialmente em curvas e pontos de fixação. Apesar das rachaduras, a borracha permanece flexível e sem sinais de endurecimento.

Problema: O ozônio, intensificado pela poluição atmosférica, ataca os compostos de borracha, provocando microfissuras que permitem a entrada de contaminantes. Esse processo enfraquece a estrutura da mangueira ao longo do tempo, comprometendo sua durabilidade.

Solução: Utilize mangueiras Lion Polimers®, fabricadas com composto EPDM (Etileno-Propileno-Dieno), material altamente resistente à ação do ozônio e ideal para ambientes expostos a agentes oxidantes.

Dano por abrasão.

Aparência: Superfície da mangueira arranhada, rasgada ou com a capa visivelmente desgastada.

Problema: A abrasão ocorre pelo atrito constante da mangueira com superfícies fixas ou com outras mangueiras. Quando mal fixada, a mangueira pode encostar em componentes móveis do motor, como correia do alternador, pá do ventilador ou polia, sofrendo desgaste severo até ser cortada ou perfurada.

Solução: Substitua imediatamente a mangueira danificada. Ao instalar a nova peça, certifique-se de que esteja bem posicionada e fixada com o comprimento adequado, evitando contato com partes móveis ou superfícies abrasivas.

Dano por óleo.

Aparência: A mangueira apresenta textura mole, pegajosa ou esponjosa ao toque. Também podem surgir inchaços e protuberâncias ao longo da estrutura.

Problema: Derivados de petróleo reagem quimicamente com os compostos da borracha, rompendo suas ligações internas. Isso compromete a integridade da mangueira, causando amolecimento, delaminação (separação em camadas) e falha prematura. A contaminação pode ocorrer tanto pela parte externa quanto interna da mangueira.

Solução:

  • Danos externos: Substitua a mangueira afetada e elimine qualquer fonte de vazamento de óleo.

  • Danos internos: Substitua a mangueira e o fluido de arrefecimento. Utilize sempre o fluido adequado para a aplicação recomendada pelo fabricante.

Dano por vazamento.

Aparência: Presença de umidade ao redor do bocal, formação de cristais do líquido de arrefecimento e gotejamento nas regiões próximas às abraçadeiras.

Problema: O vazamento pode ser causado por torque insuficiente na abraçadeira ou pelo desgaste natural da mangueira. Ambos comprometem a vedação e afetam o desempenho do sistema.

Solução:

  • Braçadeiras: Em áreas críticas, recomenda-se substituir as abraçadeiras sempre que uma nova mangueira for instalada, garantindo uma vedação eficiente.

  • Aperto: Utilize o torque adequado no fechamento. Aperto excessivo pode danificar a mangueira e gerar novos pontos de vazamento.

Nos compartimentos do motor, o calor pode alcançar até 110 °C — e esse ambiente extremo exige atenção redobrada. Quando exposta ao calor excessivo, a mangueira tende a endurecer e adquirir um aspecto lustroso. Com o tempo, surgem rachaduras profundas, irregulares e largas.

Mas nem toda rachadura é sinal de superaquecimento: se a mangueira estiver com trincas, mas ainda flexível, é possível que o dano tenha sido causado por ozônio ou excesso de vibração.

Avaliar corretamente o tipo de falha é essencial para garantir um diagnóstico preciso e evitar substituições desnecessárias.

Ozônio: o inimigo invisível da borracha.

A ação do ozônio pode causar microfissuras na superfície da mangueira, formando pequenas linhas paralelas ao longo de sua extensão. Esse tipo de dano compromete a integridade da peça com o tempo.

As mangueiras Lion Polimers® são produzidas com composto EPDM, um material de alta performance que oferece resistência total ao ozônio — garantindo durabilidade superior mesmo em ambientes agressivos.

Rachaduras nas bordas? Fique atento à instalação.

Fissuras localizadas nas extremidades das mangueiras geralmente são causadas por abraçadeiras excessivamente apertadas ou mal posicionadas sobre o bocal.

Uma instalação correta, com torque adequado e encaixe preciso, é fundamental para preservar a integridade da mangueira e assegurar o pleno funcionamento do sistema de arrefecimento.

Óleo e borracha: uma combinação perigosa.

O óleo é um dos maiores inimigos das mangueiras de borracha. Quando contaminada, a mangueira tende a inchar e amolecer, comprometendo completamente sua estrutura e vedação.

Ao identificar esse tipo de dano, é imprescindível substituir a mangueira imediatamente e eliminar a origem do vazamento de óleo. A ação rápida evita falhas mais graves no sistema.